Contador de Visitas

contador gratuito de visitas

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Uma memória atual que vale a pena / Fábio de Carvalho [Maranhão]


VI

Micro Crônica:

Alexandre Ventura foi o músico que me deu os primeiros toques de violão. Eu nunca imaginei que eu poderia ser um músico. Mas pensando bem, eu acho que eu pensava errado, pois mesmo até aquelas alturas eu não tendo tido nenhum músico na família, isso não queria dizer que era regra para tal oficil.

Quando isso aconteceu, eu tinha 13 anos, e como eu não gosto de arrodeio, menciono essa essa minha antiga insegurança.

De lá pra cá são vinte anos chão, e a música, sempre sendo uma obra presente na minha vida como o ar. Eu fui o combustível dessa arte, e mesmo diante de dificuldades e atropelos, eu me senti confortável para trilhar os caminhos dos acordes, notas e partituras.

Quando desejei aprender música, não comprei de imediato um violão. Hoje toco alguns instrumentos de cordas, percussão e sopro, pois quando desejo algo, percorro os caminhos mesmo que eles sejam cobertos de espinhos.

Lembro bem que quando eu não tinha um violão, meu amigo Joabe Melo me emprestava o dele. Eu caminhava da rua Pe. Antônio Borges até a Rua Celso Borba para ir buscar seu Tagima. Diante desse contexto eu faço várias análises, e uma delas é a de que, muitas vezes, mesmo tendo amigos músicos, não são todos que se sentem à vontade para emprestar um instrumento musical, e especialmente quando ele se trata de um instrumento de cordas. Mas dentro desse contexto, eu sei que aprendi muitas coisas no ramo musical.

Quando na rua Frederick Von Shosten, em Cortês, eu tive minhas primeiras aulas de violão com esse amigo do peito, eu não vi muitas perspectivas, até pela pouca idade, mas com certeza, sei que como nada é por acaso, as minhas mãos e essa amizade não nasceu para passar como uma brisa qualquer, e hoje, justamente nesse dia, estamos aqui, nós três, nesse momento (às 18hs14min), em minha residência, tocando violão e cantando músicas da nossa história. Mas o que vale não é isso; o que vale mesmo é nossa amizade de tantos anos...

Fábio de Carvalho [Maranhão]
Cortês-PE, domingo, 05/02/17. - Escritório de Trabalho [Biblioteca Particular]

Nenhum comentário:

Postar um comentário